Manifesto de pré-campanha para reeleição da mônica das pretas à deputada estadual
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SP Pede coragem
E coragem é movimento
Mônica das Pretas (PSOL-SP)
São Paulo não é a mesma para todos. Existe a São Paulo dos grandes empresários, dos
artigos de luxo, de quem anda de helicóptero e jatinho. Mas há também a São Paulo dos que acordam antes do sol nascer: os que enfrentam transporte público lotado, moram longe do trabalho e dependem da escola pública e do SUS. É a esses últimos, às trabalhadoras e aos trabalhadores paulistas, que nós representamos. E, para garantir os direitos dessas pessoas, São Paulo pede Coragem.
É essa coragem que move as mulheres do Movimento Pretas, um coletivo de seis mulheres negras de diferentes regiões do estado de São Paulo: Monica Seixas, Ana Laura Oliveira, Letícia Chagas, Poliana Nascimento, Rose Soares e Thayssa Gomes. Trazemos na pele e na história a vivência real de nosso povo. No Brasil, falar de classe trabalhadora é também falar de negritude: por aqui, negros e negras foram historicamente relegados aos piores postos de trabalho. Para enfrentar essa realidade, não basta apenas representatividade: é necessário coragem para enfrentar os super-ricos e defender quem realmente sustenta este estado.
É por isso que construímos juntas um mandato-movimento. Ao lado da deputada federal Sâmia Bomfim e das vereadoras Luana Alves e Bruna Biondi, acreditamos que apenas a luta do povo é capaz de mudar a realidade, e não a política institucional. Por isso, nossa atuação ganha força no dia a dia das lutas sociais, organizadas na Rede Emancipa de Educação Popular, no Emancipa Axé, na juventude do Juntos!, no coletivo feminista Juntas, no movimento antirracista Maré Negra e no movimento sindical TLS São Paulo. Queremos continuar levando a coragem dessas lutas para enfrentar, dentro do parlamento, os ataques ao povo.
O FUTURO SE CONQUISTA COM FIRMEZA E MOBILIZAÇÃO
Viver em sociedade é partilhar o sonho de que o amanhã pode, e deve, ser melhor do que o hoje. Construir esse amanhã é urgente diante do colapso ambiental, da retirada de direitos da classe trabalhadora, do endividamento da população mais pobre e do avanço da extrema direita.
Nesse contexto, a extrema direita ganha espaço propondo uma luta de trabalhadores contra trabalhadores. Mas nossa batalha precisa ser contra aqueles que lucram com a nossa desgraça: com a precarização dos serviços públicos, com o desmatamento de nossas florestas, com a poluição de nossos rios. É por isso que é necessário enfrentar o governo de Tarcísio de Freitas e a sua política de destruição do patrimônio público e entrega das nossas riquezas ao agronegócio.
Nossa pré-candidatura está na linha de frente do enfrentamento ao agronegócio em
São Paulo. O maior exemplo disso foi o papel combativo de Monica Seixas ao denunciar e
enfrentar o escândalo das terras públicas que foram entregues de bandeja por Tarcísio a latifundiários. Não aceitaremos que o solo paulista seja dominado pelo latifúndio que violenta comunidades tradicionais, destrói o meio ambiente e não bota comida na mesa do povo.
Na sanha privatista de Tarcísio, a Sabesp foi entregue, aumentando o valor da conta
de água e diminuindo a qualidade do abastecimento. Ele também retirou bilhões do
orçamento da educação pública para dar benefícios financeiros a grandes fazendeiros e
aprovou planos de privatização de escolas. Os professores estaduais enfrentam condições
degradantes, e os funcionários da CPTM e Metrô sofrem com a entrega das linhas à iniciativa privada; uma medida que enche os bolsos das empresas enquanto o trabalhador enfrenta pane atrás de pane. Resistimos às privatizações, mas não é o fim!
Essa força também se fez sentir na juventude: Monica Seixas foi a deputada aliada de primeira hora e a porta-voz dos estudantes na mobilização das grandes greves estudantis do estado, ecoando as vozes que o autoritarismo queria calar.
A letalidade policial no estado aumentou, assim como os índices de feminicídio. A política de segurança pública de Tarcísio se utiliza do discurso de “combate à criminalidade” para promover um massacre contra o povo negro. Esse discurso, que esconde em si o racismo característico da formação histórica brasileira, não traz ao trabalhador nenhum benefício, que segue com medo de ter seu celular roubado ou ser assaltado em frente às suas casas.
Para enfrentar essa realidade, aliamos a luta de base, nas ruas e aos lados dos movimentos sociais, com a atuação no parlamento. Apresentamos projetos de lei de grande impacto: foram dezenas de projetos voltados à população LGBT+, atuamos por psicólogos nas escolas estaduais e apresentamos o primeiro projeto de lei que exige câmeras nas fardas de policiais.
Fomos autoras e aprovamos a Lei 17.948 que garante leitos separados para mulheres que sofreram perda gestacional nas maternidades.
Somos, também, aquelas que defendem os povos e comunidades tradicionais indígenas, quilombolas e os povos de terreiro e de matrizes africanas, guardiões da nossa ancestralidade e da nossa terra.
Também fomos linha de frente no enfrentamento às elites que ocupam a política paulista. Cassamos o direitista Arthur do Val e não baixamos a cabeça para nenhum machista. Conquistamos a primeira condenação por violência política de gênero na história do país, uma vitória judicial e política importante para garantir a permanência das mulheres eleitas no parlamento.
Mas transformar o mundo não é uma tarefa individual: é coletiva. Para derrotar Tarcísio e a extrema direita, precisamos da sua mobilização e de seu apoio. Nossa luta não se encerra nas urnas, mas tem nelas um importante instrumento para ampliar a nossa batalha.
Assine este manifesto, junte-se ao Movimento Pretas e apoie a nossa pré-candidatura.
São Paulo pede Coragem
e nós temos!
Monica Seixas – Movimento Pretas (PSOL-SP)
São Paulo pede Coragem!